Melhores de 2013: listas dos colaboradores do ATM

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


Antes tarde do que nunca! Com vocês, as listas de melhores de 2013 do All That Metal. Pedimos desculpas pela demora, mas realmente não foi fácil juntar as listas de todos os colaboradores que tivemos ao longo do ano. Basicamente, dividimos a lista em 7 categorias:
  • Melhor álbum internacional
  • Melhor álbum nacional (EP's também foram incluídos)
  • Melhor DVD
  • Melhores videoclipes
  • Melhor show
  • Pior de 2013
  • Bandas que vão quebrar tudo em 2014
Confira as listas abaixo!

Último programa do ano e planos para 2014

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


E lá se vai o ano de 2013 no All That Metal. Um ano de muitas mudanças, muitas conquistas e constante crescimento profissional para todos os envolvidos no blog. Para encerrar nossas atividades em 2013 estamos disponibilizando o último programa do ano, apresentado na quinta-feira passada, dia 19 de dezembro. No programa tivemos:
  • Um debate sobre as obras de Tolkien e um bloco especial com bandas influenciadas pelo seu trabalho;
  • Homenagem a Chuck Schuldiner, rolando vários clássicos do Death no programa;
  • E, é claro, a presença dos nossos convidados especiais da ARMADA SA. Apresentamos, com total exclusividade, uma nova faixa da banda, chamada "Fast & Loud". Além disso, batemos um longo papo sobre a história da banda e vários outros assuntos, uma das entrevistas mais divertidas que já fizemos no programa!
CLIQUE AQUI para escutar o programa.

Quanto ao sorteio que pretendíamos fazer no programa, decidimos adiá-lo para incluir MUITO mais material para o ganhador! Em breve anunciaremos mais detalhes sobre como participar, o que podemos afirmar é que o prêmio será um pacotão com vários CD's... e quando digo vários, são muitos CD's mesmo!

Em tempo:
  1. Deixem seu natal mais pesado com o post que fizemos ano passado: CLIQUE AQUI!
  2. Estamos preparando nossas listas de melhores ano para ser publicada em janeiro!
E o que vai ter no All That Metal em 2014?
  • Infelizmente tivemos o azar de perder duas quintas-feiras no recesso na rádio, então voltaremos apenas no dia 9 de janeiro. Mas, para compensar as duas semanas folga, voltaremos com a maior atração que esse programa já teve. Uma banda que tocou no Rock In Rio e abriu para o Black Sabbath estará nos estúdios da Rádio Putzgrila. Isso mesmo, vamos ter o HIBRIA conosco no dia 9 de janeiro! Em breve lançaremos a tradicional imagem de divulgação com todos os detalhes sobre o que vai rolar no programa. 
  • Se em 2013 nós perturbamos muita gente falando sobre tudo que existe de mais incômodo na nossa cena, pode ter certeza que no ano que vem vamos dar continuidade a esse trabalho. Tivemos o polêmico Ca$h 4 Gig, onde apontamos a exploração das produtoras que cobram valores absurdos das bandas para abrir grandes shows. Pensando em explorar melhor esse e outros assuntos, estamos organizando um programa especial com a participação de grandes nomes da imprensa especializada para um debate sobre tudo que está errado e pode melhorar no underground. 
  • Por fim, gostaria de informá-los de que existem planos (vejam bem, PLANOS) de organizar um All That Metal Festival no ano que vem. O projeto ainda está em fase embrionária e nos próximos meses estaremos buscando patrocínios e um local para a realização do evento. Mais detalhes serão revelados em breve. 
Por fim, fica registrado nosso agradecimento a todos que de uma forma ou de outra colaboraram conosco ao longo de 2013. Para citar todos precisaríamos fazer uma lista gigante, portanto não seremos capazes de mencionar todo mundo. Obviamente, existem pessoas que não podemos deixar de lembrar, como o pessoal da Rádio Putzgrila que abriu o espaço para fazermos o programa, assim como o Lucas Queiroz e a Paola Rebelo que decidiram embarcar comigo nessa empreitada. Agradecemos todos os colaboradores que contribuíram com o blog ao longo do ano, em especial ao Paulo Momento, Caio Botrel, Paula Diamond, Adriano Pasini, Delmar Borba e, especialmente, a Ana Rauber que pode até mesmo juntar-se a nós no estúdio putzgrílico ano que vem. 

Agradecemos também a todos que apoiam o programa, as bandas que passaram por aqui, produtoras com a qual mantemos ótimas relações e assessorias de imprensa. E nosso agradecimento é ainda maior para você, que acessou o blog, que escuta o programa, acompanha nosso trabalho, que vem trocar uma ideia conosco nos shows que estamos cobrindo, enfim, todos os leitores/ouvintes do All That Metal! É por vocês que fazemos isso ainda e somos eternamente gratos por nos proporcionarem o reconhecimento que temos hoje em dia. 

Nos vemos em 2014!

Arkona em Porto Alegre: vídeo exclusivo do All That Metal

sábado, 21 de dezembro de 2013


Como é do conhecimento geral, o Arkona realizou uma apresentação no Beco203, em Porto Alegre, no último dia 2 de dezembro. Publicamos um review com uma galeria de fotos que você pode conferir clicando aqui. E, conforme o prometido em nossa fanpage, agora trazemos um vídeo com cenas exclusivas. Temos alguns momentos dos shows, depoimentos dos fãs e registramos até mesmo o momento do wall of death. 

Até o momento, só quem escreveu sobre o show foi a Paola ao escrever seu review, mas também gostaria de compartilhar minhas palavras. Sai realmente surpreso do Beco naquela noite, já era fã da banda e passei a curtir ainda mais depois do show. Inclusive, já estamos preparando nossas listas de melhores do ano e fiz questão de incluir o Arkona entre os melhores shows que pude assistir esse ano. Tudo que passou pela minha cabeça durante o solo de gaita de fole de Vladimir "Wolf" Reshetnikov é o quanto amo esse gênero musical, o único no mundo onde um solo do gênero gera um circle pit na pista. Fechamos com chave de ouro as coberturas de shows do ATM em 2013.

Sem mais delongas, fiquem com o nosso mini-documentário desenvolvido em parceria com a Rádio Putzgrila e a Abstratti Produtora. 

CA$H 4 GIG, é você que financia essa merda!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013


Um aviso: este post pode ser ofensivo e não é destinado aos Undergrounds de Facebook, portanto, se tu acreditas que Krisiun é a única banda de qualidade de metal no Rio Grande do Sul, passa boa parte do tempo procurando a banda mais desconhecida de Death Metal do Casaquistão para compartilhar o link do Youtube no seu Facebook e acredita que um colete repleto de patches e algumas fotos com uma coleção de álbuns fazem de você um verdadeiro headbanguer, feche agora este post e volte para a Encyclopaedia Metallum procurar bandas longes do seu país para venerar.

Recentemente o All That Metal lançou uma campanha irônica, a CA$H 4 GIG, uma forma para incentivar vocês, fãs de metal, a pagarem para as suas bandas preferidas locais serem as bandas de abertura de shows internacionais. O por quê?
Talvez nem todos saibam, mas se instaurou na capital (e talvez somente na capital por, mesmo não sendo a única, ser uma das poucas cidades gaúchas a receberem shows internacionais) uma política entre as produtoras locais de selecionar a banda de abertura de acordo com vínculo financeiro emocional da mesma com a banda de fora. Isto porque, o valor cobrado pelas produtoras para que determinado grupo “abra”, na maioria das vezes passa dos mil reais.
Convenhamos que ter uma banda não é barato: instrumentos (sem contar a reposição de cordas, baquetas, palhetas, peles e etc), estúdio de ensaio, locomoção, produção e muitos outros gastos.
O que antes era um motivo de orgulho para a banda e seus fãs, de poderem abrir para um show gringo e ganhar visibilidade em virtude de sua qualidade, hoje se tornou apenas mais um filtro que separa bandas com condições financeiras de pagar pelo seu “reconhecimento” das que lutam para sobreviver no cenário independente. Em resumo, nós somos contra o valor cobrado pelas produtoras de Porto Alegre de bandas independentes para que essas façam o show de abertura de bandas de fora (e até mesmo algumas bandas nacionais mais conhecidas).

Na verdade, o nosso intuito com a CA$H 4 GIG era apenas chamar atenção para o que está acontecendo, até porque ela não foi planejada e nem mesmo é uma campanha de fato. Porém, por mais sarcásticos que tenhamos sido ao falar sobre isso em um post inocente no Facebook, nós fomos supostamente censurados.
O cartaz da Campanha em questão foi compartilhado na nossa página do Facebook e fazia referência ao assunto que seria tratado no programa que vai ao ar pela Rádio Putz Grila. Após ele “sumir”, o Tiago Alano o compartilhou na página pessoal e se mantém lá até hoje.


O programa na íntegra pode ser ouvido clicando aqui.

Tentamos compreender o lado de quem pratica essa cobrança, mas ficou ainda mais complicado quando o Lucas Queiroz procurou determinada produtora e o máximo de resposta que obteve foi uma visualização na caixa de mensagem do Facebook (mas deixamos o espaço aqui aberto caso algum produtor queira se manifestar).

Falo por experiência própria: não é fácil e muito menos barato organizar um festival. Já organizei alguns na minha vida, nunca recebi reclamações de quem compareceu, mas um dos fatores que me fez desistir disso (além dos prejuízos que levei) foi o fato de não ter tempo hábil para conseguir patrocinadores e ajudar as bandas que tocavam no meu evento como eu queria. Fazia a coisa realmente por amor a camiseta preta, porque a única recompensa que obtive nas tentativas de fazer algo para contribuir com a cena no interior do estado foram alguns saldos negativos na conta e os inúmeros amigos que fiz nestes anos.

Compreendemos também que, se elas praticam isso, é porque há músicos que pagam. É claro que grande parte das bandas que fazem isso são de extrema qualidade e não tiramos o mérito disto, mas é necessário reconhecer que essa atitude prejudica (e muito!) as demais bandas, além de colaborar para que casos assim continuem acontecendo. É inviável que pagando valores exorbitantes para tocar uma banda consiga sobreviver de música, até porque hoje, nos tempos de download rápido, é em shows que músicos tiram seu sustento, visto que a venda de mídias é a cada ano menor.

Mas se a “culpa” é das produtoras e dos músicos e se ambos estão satisfeitos assim, por que nós estamos falando sobre isso?
Acreditem, quem trabalha com a imprensa no underground não recebe nada além de algumas entradas gratuitas para shows. Ainda assim, estamos sempre preocupados em anotar tudo, fotografar e dar atenção aos detalhes para então exercermos nosso ofício. Portanto, mesmo que não seja da nossa alçada mudar algo neste contexto, é inevitável que para nós (alguns músicos, outros apenas ouvintes) do All That Metal isso tudo não represente uma cena lamentável e triste. Todas as nossas ações, que vão desde investir em equipamento até procurar parcerias em outros meios de comunicação é com o intuito de ajudar a cena independente e contribuir da nossa forma com as bandas que nós apoiamos. É por isso que, na tentativa de mudar essa situação, estamos aqui apresentando os fatos àqueles que ainda realmente podem mudar isso: o público!

Quer apoiar a cena? Vá em shows, pague pelos ingressos, mostre que realmente tem interesse em ver as bandas que são daqui e principalmente, CONHEÇA as bandas do seu estado! Neste ano, inúmeras bandas gaúchas lançaram trabalhos que não perdem em nada de qualidade para bandas gringas, é o caso do álbum Die in Hands of Believers (banda Hate Handles), Killing the image of your god (Dyingbreed) e A New Beginning (Prophajnt) todos já mencionados em posts passados do All That Metal. "We thrive on what's stronger than most of the world!"

Review de show: Arkona (Beco203, Porto Alegre, 02/12/2013)


Texto: Paola Rebelo
Fotos: Tiago Alano e Paola Rebelo

Na noite de ontem (2/12), Porto Alegre recebeu pela segunda vez um dos maiores expoentes do folk/pagan metal internacional. O grupo russo Arkona se apresentou no Beco 203, em um evento organizado pela Abstratti Produtora. O show havia sido originalmente marcado para a quinta-feira, porém teve de ser adiado devido a complicações da viagem do Chile ao Brasil.

As portas da casa se abriram dez minutos antes das 21h, o horário marcado, porém a banda só subiu ao palco cerca de meia hora depois, após a introdução instrumental "Az'". A teatralidade da banda se mostrou presente em todos elementos do espetáculo que haviam preparado para aquela noite, desde o figurino medievalesco e os instrumentos folclóricos até a exótica interpretação que a vocalista Masha "Scream" Archipova depositava nas canções.

A música escolhida para abrir o espetáculo foi "Arkaim", do último álbum de estúdio do grupo, Slovo (2011). Desde o início do show, todos os membros do Arkona demonstraram grande energia e entusiasmo, e souberam proporcionar os momentos melodiosos, brutais e de interação com a plateia sem jamais sair dos papéis que eles criaram para a temática proposta. Os russos provaram para a capital gaúcha que, muito mais do que boas músicas, o profissionalismo de uma banda caminha lado a lado com o modo como ela se porta perante seus fãs.


O show seguiu com "Ot Serdtsa k Nebu" e "Goi, Rode, Goi!" cujo idioma, assim como a maior parte das músicas tocadas durante a noite, não impediu que o público cantasse junto com Masha os refrões. Durante todo o show, o fato de a banda não saber falar inglês não a impediu de incitar os metaleiros que enchiam o Beco 203 a pularem e cantarem mais alto, em russo, inglês e até mesmo português.

Após as faixas "Zakliatie" e "Pamiat", respectivamente pertencentes aos álbuns Slovo (2011) e Goi, Rode, Goi! (2009), a vocalista anunciou que a próxima se tratava de uma música fria, que nada mais era do que a canção homônima ao nome da banda, cujo significado remete ao último castelo-cidade pagão dos povos eslavos. Uma das coisas que mais chama atenção no Arkona é o fato de todos os seus integrantes serem multi-instrumentistas. Além dos vocais limpos e guturais, Masha ajudou na percussão de algumas músicas, enquanto Sergey "Lasar" assumiu as guitarras e a balalaica e o baixista Ruslan "Kniaz" também tomou o papel de flautista. Vladimir "Artist" Sokolov, por sua vez, se restringiu as suas baquetas.

No entanto, depois da performance das canções "Slav'sja, Rus'!" e "Kolo Navi", quem conseguiu roubar a cena foi ninguém menos do que Vladimir "Volk" Reshetnikov. O responsável pelos instrumentos de sopro étnicos chamou a atenção do público com seu incrível solo de gaita de fole que, sem qualquer auxílio de guitarras ou distorções, pertencia legitimamente a um show de metal. A maior prova disso foi ver o primeiro mosh pit da noite se formar durante o solo de Vladimir.


Um dos momentos que marcaram a noite foi quando a incansável e feroz Masha começou a incentivar os fãs a formarem um wall of death no meio do limitado espaço do local do show. O engraçado é que ele acabou se formando em um dos momentos mais leves do show, em que o peso do metal era abrandado pela essência folclórica dos instrumentos étnicos e a banda pulava uma dança estranha e alegre no palco enquanto assistia seus fãs se jogando uns nos outros em frente ao palco.

O show continuou com "Maslenitsa", "Po Syroi Zemle", "Stenka na Stenku" e, finalmente se encerrou com "Yarilo", um dos maiores sucessos de Arkona, e "Kupala i Kostroma". Sem bis, a banda deixou o palco por volta das 22h30. Apesar de o show ter sido bastante curto, com apenas 14 músicas, os fãs de folk metal do Rio Grande do Sul tiveram uma noite memorável. A remarcação da data do show, o atraso e o tempo que ele durou nada significou para os fãs de Arkona, que deixaram o beco exaustos e satisfeitos.

Confira a galeria de imagens exclusivas do All That Metal/Rádio Putzgrila:

All That Metal na Rádio Putzgrila!

terça-feira, 5 de novembro de 2013


A ideia surgiu, foi crescendo, pessoal da rádio e público tomaram conhecimento, todos curtiram e agora estamos oficializando o que muitas já sabiam:

O All That Metal passa a ser um programa da Rádio Putzgrila!

É isso mesmo, meus caros! De hoje em diante, deixamos de ser mais um blog sobre Metal e seus subgêneros para levantar a bandeira da música pesada em uma das maiores rádio web do país! O programa será veiculado todas as quintas-feiras, das 17 às 19h, e vai trazer muitas novidades, entrevistas e lançamentos, além de manter nossa tradição em apresentar ao público o que temos de melhor na cena nacional.

Como surgiu a ideia?

A Putzgrila sempre foi 100% dedicada ao Rock'n'Roll, construindo um público fiel de ouvintes que acompanham a rádio diariamente, vide seus recém alcançados 11 mil likes na fanpage do Facebook. Tive a honra de juntar-me a essa brilhante equipe em junho passado, a convite de minha grande amiga Carol Bijl, para apresentar o Groovypedia Studio Live (na época ainda chamada New Kidz On Dead Rock) ao lado de Ana Beise. O programa, como muitos sabem, é totalmente voltado para bandas independentes e através dele levei ao público uma série de bandas do nosso underground. 

Com o tempo, acabei percebendo que um programa totalmente voltado para o Heavy Metal e suas vertentes mais pesadas estava faltando na programação da rádio. Depois de dois ensaios para o programa que está prestes a estrear, com um especial anos 80 no Dia Mundial do Rock e um especial do Black Sabbath um dia antes da apresentação em Porto Alegre, decidi que agora é o momento ideal para lançar o programa. E cá estou, oficializando o projeto para todos vocês. 

O que vai ter no programa?

O All That Metal na Rádio Putzgrila será apresentado por mim mesmo com a constante participação de outros colaboradores do blog. Na estreia do dia 7 de novembro vai ser o Lucas Queiroz, da coluna Six Strings Lovers, que vai me acompanhar, e na semana seguinte vamos ter também a Paola Rebelo.

Todo programa vai ter um bloco inicial com novidades e lançamentos recentes, que será posteriormente seguido do nosso bloco nacional que apresentará desde bandas renomadas do cenário tupiniquim até nomes que recém estão começando a aparecer. TODOS tem espaço no All That Metal, não temos restrições: pode ser banda de Death, Power, Black, Viking, Doom... tanto faz! Dentro da medida do possível, tentaremos atender a todos os gostos. 

Periodicamente, também vamos ter programas especiais e entrevistas com bandas que serão anunciadas em breve. Para o primeiro programa vai rolar um bloco especial com trabalhos de destaque lançados em 2013, além de um bloco de aquecimento para o show que Yngwie Malmsteen realizará na capital gaúcha próximo sábado.

Parceiros

Levar o ATM para a Putzgrila é elevar nosso padrão de qualidade para um nível bem maior. Mas o orgulho disso tudo não está na realização pessoal, e sim na honra que é trazer nosso gênero musical favorito para um veículo desse porte. Sempre acreditei que a união entre bandas, imprensa e fãs é que faz a diferença para o crescimento da cena, e é por isso que faço questão de destacar quem está apoiando essa empreitada:


Tem uma banda e quer divulgar seu trabalho? Quer ser também um parceiro do ATM?
Entre em contato: allthatmetal@gmail.com

Lembrando: All That Metal começa quinta-feira sua odisseia na Rádio Putzgrila!
Quando: todas as quintas-feiras
Horário: 17h
Perdi o programa, o que faço? No dia seguinte ele estará disponível para download em nossa fanpage do facebook!

Rosa Tattooada: detalhes do show de 25 anos no Opinião

quinta-feira, 17 de outubro de 2013


Uma das maiores bandas de Rock'n'Roll do país estará celebrando seus 25 anos de carreira no próximo domingo, 20 de outubro, o Rosa Tattooada. Nada mais justo do que fazer a festa com os fãs no Bar Opinião, apresentando um repertório composto de 25 faixas de todas as épocas da banda e presença de convidados especiais. Como se não bastasse, a banda ainda está lançando seu novo disco de estúdio, batizado como "XXV", mais uma referência ao 1/4 de século completado pelo grupo de Jacques Maciel (vocal/guitarra), Valdi Dalla Rosa (baixo/vocal) e Dalis Trugillo (bateria).

O Rosa Tattooada é uma banda que já nasceu predestinada a fazer história no rock nacional, dando início as suas atividades ao abrir shows do grupo Os Cascavelletes, em 1988, outra lenda de nossa cena. Ao longo dos anos, a banda passou por várias mudanças: troca de integrantes, mudança de gravadora, etc. Mas a qualidade de sua música manteve-se e o Rosa Tattooada firmou-se entre os grandes nomes brasileiros com sua longevidade e dedicação ao Rock'n'Roll.

O trabalho mais recente mostra o bom e velho Rosa Tattooada em plena forma, agradando sua legião de fãs devotos. Desde a primeira nota de guitarra de "Rezar Não Vai Te Livrar Do Fim" até o final com a já clássica "Rock And Roll Até Morrer" você escuta um trabalho de qualidade primorosa, a mais pura essência do que o gênero sempre foi. É isso mesmo, o Rosa Tattooada continua sendo uma banda relevante após 25 anos de carreira, coisa que poucos alcançam.

Confira os detalhes do show no Opinião:

Show: Rosa Tattooada - 25 Anos
Abertura: Diablo Fuck Show
Data: 20 de Outubro, domingo
Horário: 20hs
Local: Bar Opinião
Apoio: Estudio Gorila
Promoção: Ipanema FM

Ingressos:
Antecipados - R$ 25

Pontos de venda:
- A Place - Rua Voluntários da Pátria, 294/Loja 150
- Zeppelin - Rua Marechal Floriano, 185/Loja 209
- Heaven & Hell - Rua General Vitorino, 140/Loja 201
- Good Music - Rua Coronel Vicente, 397

Na hora - R$ 35,

Produção: Good Music Produtora
51 - 32 12 16 33

Confira também "XXV" na íntegra, disponibilizado pela banda no You Tube:


Dark City dia 19 de outubro em Pelotas

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


Dark City Cyber Edition 4, a maior festa dark da região, é sábado dia 19 às 23h no Wong Bar (Álvaro Chaves esq. Benjamin Constant) em Pelotas. No palco, a banda Euphorbia, de Porto Alegre e os DJ’s Vampy, Tenebrum e Paulo Momento. A banda portoalegrense Spleenful estará fazendo o pré-lançamento do EP “Bittersweet” e a estreia de sua exclusiva marca de absinto, o Spleenful Absinthe, produzido em parceria com a marca Berço de Fada. No bar, promoção de cerveja e o famoso “Alimento” (a bebida oficial da Dark City) em quantidade limitadíssima! Ingressos no local a R$ 10,00 até a 1h. 

CLIQUE AQUI para todas as informações sobre o evento.

Segundo o idealizador do evento, o DJ Paulo Momento: "A Dark City teve suas primeiras edições em 2002, quando a cena gótica era mais forte em Pelotas. Não havia então nenhum evento voltado ao estilo na região, apenas na Capital. A festa foi moldando sua identidade ao longo dos anos, vindo a focar mais no trabalho dos dj's (visto que a cena para bandas sempre foi forte) e incorporando novas tendências e estilos musicais, a exemplo do que vinha ocorrendo mundialmente. Parcerias com outros eventos gaúchos na mesma linha foram surgindo, assim como um intercâmbio de dj's, o que veio a criar uma cena e incentivar o surgimento de uma cena local, com novos dj's e um público cativo. O selo "Cyber Edition" quer dizer que o evento é totalmente voltado ao Dark Electro, EBM e Industrial, visto que as edições "normais" da festa também englobam o Gothic Rock, Gothic Metal, Metal Industrial, Synth Pop, Darkwave, Post Punk e outros estilos, sem nunca fugir da temática Dark/Gótica."

Paulo Momento
Ele ainda completa sobre a importância do evento para a cena local: "Como a cena em Pelotas é pequena, o público da Dark City é praticamente o mesmo dos eventos de Metal e outros eventos Underground em geral. Não temos um público tão específico como em grandes centros se pode ver. Mas isto não fez com que nos moldássemos ao gosto da maioria, pelo contrário, procuramos insistir e investir naquilo que curtimos e acreditamos, e essa sinceridade acabou fazendo com que muitos viessem a gostar, ou pelo menos aceitar os estilos com os quais trabalhamos. Com isso sempre há bandas e dj's de fora da cidade querendo participar da Dark City, e convidando nossos dj's para tocar em outros eventos também. Nas últimas edições, sempre tem vindo excursões de outras cidades. O evento vem ganhando cada vez mais prestígio fora de Pelotas."


Vampy

Tenebrum

Sobre o Euphorbia, Paulo comenta: "O projeto Euphorbia já tocou uma vez na Dark City, na edição comemorativa de dez anos, que foi uma das melhores. Devido à grande aceitação por parte do público e interesse da banda em voltar, estamos trazendo-os mais uma vez para botar a casa abaixo."

A banda Spleenful está prestes a lançar seu EP de estreia, batizado como "Bittersweet", e escolheu o evento como ponto de partida para apresentar sua música ao mundo. O grupo recentemente conseguiu destaque não apenas na mídia nacional, como também em sites internacionais, como no Metal Underground, site americano de 30 mil leitores, onde o nome Spleenful desbancou o Motörhead nos hot topics do site. Além do mais, o grupo ainda recebeu uma série de elogios de Lindsay Schoolcraft, tecladista/backing vocal do Cradle Of Filth.  "A parceria com a banda Spleenful foi providencial! Se engajaram de uma tal maneira que parece que a festa é deles. E na verdade, não deixa de ser. Por uma proximidade de estilos e uma identificação da banda com a proposta da Dark City, foi natural a vontade de lançarem o seu EP, no qual tão avidamente vêm trabalhando, neste evento. De quebra já trazem na bagagem o exclusivo Spleenful Absinthe, marca de absinto da banda, o qual não vejo a hora de experimentar!" - nas palavras de Paulo.

O grupo disponibilizou no último dia 30 de setembro o primeiro single extraído do EP, com a faixa "Absinthe Love Affairs". Nas palavras do vocalista Tiago Alano: "durante o processo de gravação do EP, começamos a pensar que algumas bandas possuem marcas de cerveja, ou vinho, ou mesmo whisky... então por que não criarmos nossa própria marca de absinto?!" - e assim foi feito através de uma parceria criada com Marcio Luiz Gerhardt, produtor de absintos artesanais na cidade de Sapiranga, vendidos sob o nome Berço de Fada. Foi assim que surgiu o Berço de Fada - Spleenful Absinthe. 



O vocalista ainda completa comentando: "não poderíamos achar um lugar um melhor para fazer mostrar nossa música pela primeira vez. Tenho grandes amigos que estarão presentes e para mim é um grande orgulho apresentar as canções que trabalhamos duro para criar, fora o fato de que ainda será no dia do meu aniversário. Melhor impossível! Obviamente, sou totalmente suspeito para falar sobre isso, mas acredito que o Spleenful é uma banda bem diferente, tanto musicalmente quanto na parte lírica. As músicas alternam entre momentos realmente pesados e outros mais sombrios, tem elementos de Gothic, Black, Prog... para dar vida a essa sonoridade macabra surgiram as letras que são baseadas na literatura do século XIX. Ou seja, se vocês fazem questão de dar um rótulo a nossa banda chamem de 'Ultra-Romantic Metal', 'Byronic Metal' ou qualquer coisa que remete a esse período histórico (risos)."

Você pode conferir o lyric video de "Absinthe Love Affairs" logo abaixo. E que venha a Dark City!


Entrevista: ANEUROSE (Wallace Almeida)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013


por Caio Botrel

O músico e compositor Wallace Almeida, vocalista da banda Aneurose, nos conta nesta entrevista grandes histórias desde o começo da banda até os dias de hoje quando lançaram o mais novo CD, chamado "From Hell". A banda está trilhando caminhos bem recompensadores e estão ganhando cada vez mais espaço no Brasil e fora do país. Wallace nos conta também algumas histórias engraçadas da banda e dá algumas dicas para os músicos que querem tocar em uma banda profissional.

ALL THAT METAL: Como e quando surgiu o Aneurose?
WALLACE ALMEIDA:
A banda surgiu em meados de 2002, havia me mudado recentemente para Lavras e estava tentando montar uma banda. O Deus do rock ajudou, neste dia encontrei com Sávio, e dois amigos dele. Eram uma banda em busca de um vocalista, fizemos o primeiro ensaio uma semana depois e foi animal!

ATM: A banda existe há 11 anos, neste período, como foi o caminho trilhado pela banda até chegarem no mais novo CD intitulado ''From Hell''?
ALMEIDA:
São onze anos de muito rock, suor, aprendizado e investimento. Tivemos algumas experiências gravando fitas e CD demo. Nosso foco era fazer shows, detonar em cima do palco e até hoje uma das nossas características principais é essa energia. Tivemos uma pausa de 2 ou 3 anos e voltamos em 2011, refizemos todo o repertório, trabalhamos nas músicas antigas e fizemos novas com o propósito de gravar nosso primeiro disco, queríamos algo que soasse “gringo”.

ATM: A produção do novo álbum ficou a cargo de Gustavo Monsanto, como foi a experiência de trabalhar com um músico e produtor renomado?
ALMEIDA:
O Gus é um cara fantástico. Apesar de toda capacidade artística ele é uma pessoa simples, que não tem frescura. A parceria deu certo logo de cara, quando nos reunimos para viabilizar o negócio, daí em diante foi muito trabalho e suor. Passamos a semana de carnaval inteira no Rio de Janeiro gravando com ele e com Marcelo Oliveira, nosso outro produtor que também deu um show de conhecimento, esses caras tem o dom pra coisa.

ATM: Como é feito o processo de composição do Aneurose?
ALMEIDA:
Geralmente algum integrante tem uma ideia leva pro nosso estúdio e lá a gente trabalha todo mundo junto, depois disso faço uma letra e fazemos o encaixe. Nossa preocupação maior é agradar aos nossos ouvidos, precisamos curtir o que tocamos, assim sem dúvida iremos agradar aos fans.

ATM: Esse ano (2013) a Aneurose tocou no palco principal de um dos maiores festivais de Heavy Metal nacional, o ''Roça N' Roll'', como foi essa experiência e o que isto ajudou na carreira da banda?
ALMEIDA:
Cara, o Roça é simplesmente demais! É uma dimensão alternativa. O ar, a água, o goró, tudo lá é especial. Subir naquele palco pra mostrar nosso trabalho foi animalesco! Nos divertimos, a galera girou, bateu cabeça e fez um mosh destruidor! Qualquer banda que toque no Roça passa a ser encarada como destaque na cena pelas pessoas. Com a gente não foi diferente, ganhamos bastante visibilidade.

ATM: Quais são os próximos planos para a banda, e o que os fãs podem esperar do Aneurose?
ALMEIDA:
Estamos lançando esse ano nosso disco e esse é nosso foco. Estamos trabalhando, negociando com algumas gravadoras e analisando o que é melhor. A galera pode confiar! O trabalho vem sendo feito com dedicação, seja os shows, o disco ou cada ensaio. Podem esperar uma Aneurose vibrante! É proibido ficar parado enquanto estamos no palco.

ATM: Para as pessoas que ainda não conhecem o som Aneurose, qual música você recomendaria para começarem a conhecer a banda?
ALMEIDA:
Recomendo o clipe do primeiro single lançado do disco “From Hell” a faixa "Hunting Knife".



ATM: Vocês lançaram um clipe da música ''Hunting Knife'' como se deu a escolha por esta música e como foi gravar o clipe?
ALMEIDA:
Escolhemos essa música por achar que ela tem a cara da inovação na banda. Ele está impregnada de nossas influências, mistura a antiga com a nova Aneurose.

ATM: Você poderia nos contar uma história engraçada de turnê/shows?
ALMEIDA:
Cara, depois de um show que fizemos em BH nós saímos pra tomar umas e nos divertir mais um pouco. Um de nossos guitarristas estava muito louco, teve uma vontade súbita de ficar pelado! Ele queria descer da van nu! Entrar nos bares e tal. Para nossa sorte, haviam algumas namoradas da galera que estavam lá fora, e o cara resolveu respeitar. Mas a situação foi hilária!  Ele estava sem calças dentro do van, pronto pra sair correndo entre as mesas. Nunca ri tanto na vida.

ATM: Qual dica você daria para os músicos que querem ter uma banda e querem ganhar espaço na cena metal?
ALMEIDA:
Leve a sério seu trabalho, dedique-se às suas composições, trabalhe duro, faça shows, grave um disco com qualidade e valorize-se! Quero agradecer a todos os fans e a galera que nos apoia, nossos amigos e nossas famílias! Estamos trabalhando duro com o objetivo de levar o melhor da Aneurose a cada lugar! Seja em um show, ouvindo nosso disco ou num vídeo de YouTube, saibam que dedicamos cada gota do nosso suor a vocês!


Reploid recomenda: Solution .45 - For Aeons Past (2010)


por Adriano Pasini

Ninguém questiona a extrema qualidade e assertividade do Metal sueco. Porém, grandes bandas ainda não são conhecidas por muitos fãs da cena mundial. Dentre elas um ótimo exemplo é o Solution .45, que diversifica sua sonoridade em um Death Metal Melódico com temáticas apocalípticas e existencialistas. O grupo tem como frontman ninguém mais ninguém menos do que Christiam Älvestam, ex-Scar Symmetry, banda que possui uma linha sonora muito semelhante ao Solution .45, assim como frontman da Miseration, que mesmo sendo puramente Death Metal, deixa marcado e evidente os traços do vocalista.

O álbum "For Aeons Past" é o perfeito equilíbrio do que exige-se de uma banda denominada como Death Metal Melódico, seja no peso, melodia e complexidade de suas composições. Músicas com refrãos que vão grudar na sua cabeça por mais uma semana e riffs de guitarras, que em fusão com a pesada atmosfera conceitual do álbum, serão como um filme dentro de sua cabeça. Uma viagem sem igual para quem ainda não conhecia nada diferente de bandas como Children Of Bodom e outras de uma mesma linha mais direta. Para quem já conhece e gosta do trabalho desenvolvido por esses suecos, sabe que é quase um crime escolher as mais recomendadas, uma vez que todo álbum é impecável. Mas segue abaixo as três musicas mais recomendadas para se conhecer a proposta do trabalho.

Músicas recomendadas: